terça-feira, 3 de março de 2009

Problemas de Belo Horizonte

Os pricipais problemas atuais de Belo Horizonte são:

Mobilidade urbana

Os problemas de trânsito enfrentados pela população de Belo Horizonte começaram já na concepção do projeto urbanístico do engenheiro Aarão Reis, responsável pela construção da nova capital. O traçado viário idealizado pelo engenheiro, cuja implementação se limitou à área compreendida dentro do círculo formado pela Avenida do Contorno, privilegiou a forma radioconcêntrica, ou seja, todas as ruas partiam do centro. Atualmente, essa área corresponde a 3,5% da mancha demográfica da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A configuração então assumida pela cidade através das décadas seguintes, de ter no seu centro o polo provedor, foi um dos fatores preponderantes para o atual cenário somado à ausência de obras viárias importantes.

Criminalidade

Belo Horizonte é a sexta capital estadual mais violenta do país, segundo o estudo "Mapa da Violência dos municípios brasileiros", publicado pela Rede de Informação Tecnológica Latino Americana (RITLA), com base nos dados do Ministério da Saúde de 2008. Proporcionalmente, a cidade registrou, em 2006, 49,2 casos de homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes, índice acima do verificado em cidades como São Paulo (23,7), Rio de Janeiro (37,7), Goiânia (36,4), Porto Alegre (36,3), Fortaleza (35,4) ou Brasília (32,1).

Meio ambiente

A cidade, que se encontra na Bacia do São Francisco, sofre com o abandono da concepção inicial de se fazer o tratamento dos esgotos ou a depuração pelo solo, decidindo-se pelo lançamento das águas sem tratamento prévio em seus córregos e ribeirões. Isto desencadeou um longo processo de poluição.
Os trajetos dos córregos e ribeirões não foram utilizados como referências naturais na composição do traçado da área urbana planejada inicialmente embora estivessem à vista em vários trechos da cidade em seus primeiros anos. Todos eles seriam progressivamente canalizados em seus percursos dentro do perímetro da Avenida do Contorno.
Ao longo desse processo, os córregos, primeiro, foram canalizados a céu aberto, sendo gradativamente cobertos por avenidas sanitárias. Os esgotos seriam despejados nesses cursos d'água sem nenhum tratamento, transformando definitivamente a paisagem e ocultando a natureza debaixo da terra. A visualização da passagem dos córregos pela cidade foi sacrificada, cedendo aos imperativos da necessidade funcional da fluidez e do aumento da largura das ruas para o tráfego de veículos. Surgiram algumas importantes avenidas, como Avenida Silviano Brandão (canalização do córrego da Mata), Avenida Dom Pedro II (canalização do Córrego do Pastinho), Avenida Nossa Senhora do Carmo e Uruguai (canalização do córrego Acaba-Mundo).

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